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terça-feira, 5 de abril de 2011

Grupo hacker declara guerra contra Sony


Desde o ano passado a Sony está envolvida em processos contra os hackers George “Geohot” Hotz e Graf Chokolo, este último menos divulgado, mas enquanto os dois hackers tem se defendido perante um tribunal conforme manda o figurino, o conhecido grupo chamado Anonymous está tomando as dores dos companheiros e declarando guerra contra e empresa.
Grupo Anonymous em protesto contra a Igreja de Cientologia, em Hollywood (Foto: Divulgação)

A
mensagem no site do grupo diz: “Parabéns, Sony. Você agora recebeu a total atenção doAnonymous. Suas recentes ações legais contra nossos companheiros hackers, Geohot e Graf Chokolo, não apenas nos alarmou, mas foram consideradas completamente imperdoáveis”.
Como mencionamos em outras ocasiões, foi realmente espantoso o nível de informação ao qual a empresa teve acesso, considerando que se tratava de um caso civil e não criminal, tendo quebrado a privacidade de milhares de usuários que meramente interagiram com os hackers de qualquer forma.
Sony teve acesso aos IPs, números de conexão que permitem rastrear a localização de uma pessoa, de vários usuários que fizeram doações ao hacker, baixaram seus arquivos ou mesmo viram seu vídeo no YouTube. O grupo chamou as ações de “abuso do sistema judicial em uma tentativa de censurar informação sobre como seu produto funciona”.
Você vitimou seus próprios consumidores meramente por possuírem e dividirem informação e continua a mirar em cada pessoa que busca essa informação. Ao fazê-lo você violou a privacidade de milhares. Isso é informação que eles estavam dispostos a ensinar ao mundo de graça. A mesmíssima informação que você deseja suprimir pelo bem da ganância corporativa e completo controle dos usuários. Agora você sentirá a ira doAnonymous”, encerrava o comunicado.
As acusações do grupo não são exatamente meras conjecturas, conforme a empresa está respondendo a um processo pela remoção da função Other OS do PlayStation 3, no qual era permitido instalar Linux no console e utilizá-lo para funções diversas. Segundo o grupo hacker, trata-se de: “uma filosofia corporativa que negaria aos consumidores o direito de usar os produtos pelos quais eles pagaram, e legalmente possuem, na maneira de sua escolha”.
Outros alvos do grupo já incluíram os governos do Irã, Egito, o Bank of America e a Igreja de Cientologia. A Operação Sony é apenas um estágio de uma operação maior, traduzida livremente como Operação Dando o Troco.

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